distensões.txt
06-02-2005, 6.04 matina
partir
ir onde não fui? não.
saber esperar? em parte,
mas não no sentido de espera.
perder a noção de erro?
pois, saber o erro sem insistir em ter noção,
em ter noções.
alçapões.
o escuro não importa, mas o tactear comporta uma hesitação
da palma da mão
que se expande, que se agita, treme, treme,
qual parkinson subindo pelas partículas todas, pegando-se umas às outras
falta de preservativos no minúsculo do ser
conclusão, é o nascer de embaraços embaraçosos, pois nem o foram
antes de supostos,
é o enfrentar aquilo que não era para ter sido, o aborto espontâneo
a falta de crâneo
em redor da mente
no abstracto
ou não. são posturas, que passam, que corroem, e as horas que destroem
são mais que as horas-placentas
que remendam o casco
do eventual explorador vasco
que exista por explorar
mas não se trata de filosofar
isso é óbvio dentro do paradigma,
dificil é dissecar, imediatizar, subornar
o controlo do guarda em excesso
atirar-lhe armas de arremesso
cuidado, porque os tiros voltam
para trás
se conhecermos o conceito de ricochete
apague-se
a noção de conceito,
o conceito de noção
e estenda-se a mão
sem saber mais do que a força de ombro
...
tudo muito bonito.
nada de novo.
ora avançando,
...
em particular,
fugir às demoras
mas sem fuga
ou sem consciencialização de fuga
pelo menos.
há bastante para ser dito
mas quando não há
não haja
sem raiva,
e sem obsessão
mas há algo mais neste jogo
pressinto
..
sinto
..
chego a um ponto em que apagar é perder
é preciso inserir as coins
pinbolizar mais
mas caramba
há um medo forte
de que isto tudo pareça
um pinball
quando eu estou por cima,
afinal.
grunf
então devia estar a estar por cima
ou a treinar o equilíbrio
do lado de cima,
ou a furar os tectos
do lado de baixo
sem passar por carpinteiro
pois eu sou mais por cima
mas só quando lá estiver
até lá,
o comportamental por vezes
está longe, qual maçã no galho alto
e não estou a saltar
estou só a coisar, por vezes
e são coisas muito diferentes.
coisar é uma espécie de coito interrompido
no comportamental do eu,
neste caso.
saltar seria,
se eu fosse o salto,
e não me lembro
de costumar ser saltos
nem de usar saltos altos
mas alguém quer saber?
nem por isso.
então apenas,
não saibam
se não o querem
ou saibam, mas
saibam o errado
em saber.
ou não saibam.
hmm só que nem toda a gente
me é indiferente,
nessa óptica.
mas vá,
amanhã há pinball
com saúde,
de preferência
sem perder a razão do sem
mas sem ganhar também